Funarte apresenta
De 6 de agosto a 30 de novembro - Ocupação do Teatro Cacilda Becker

“Salão em palco de linóleo” traz para o palco as criações de coreógrafos que desenvolvem sua pesquisa no universo cultural da gafieira; são diversos olhares que vão desde a dança de salão mais tradicional, até trabalhos criados a partir de conceitos ligados a dança contemporânea. Os espetáculos trazem para o palco a galhardia dos salões de gafieira, expressões de tempos mais românticos temperadas por uma interpretação atual e bem humorada, é o resultado da fusão de povos que formaram a miscigenada cultura do Rio de Janeiro. – são cenas urbanas, personagens atuais e vibrantes que povoam as ruas, bares e gafieiras.

Dia 12

Mesa Redonda – Tema: “A Dança de Salão enquanto Arte Cênica”

Dias 13 e 14

Mostra de Dança – Cia de Dança Carlos Bolacha, Cia Dom e Diogo Carvalho e Bruna Estelita

Cia de Dança Carlos Bolacha

A Cia Carlos Bolacha tem sua formação inicial em 2000, onde por ela já passaram grandes dançarinos que hoje despontam seu trabalho no Brasil e no exterior. Desde então, a Cia participa de Congressos de grande importância para a Dança de Salão, como a Semana da Cultura Latina em São Paulo e do Baila Floripa, de mostras dos maiores teatros cariocas, como Carlos Gomes, João Caetano e Villa Lobos, além do Spai Carioca ocorrido em Barcelona. A Cia Carlos Bolacha já passou por solos consagrados como o da casa de shows Circo Voador ao lado de grandes nomes e, atualmente, possui um sólido trabalho em parceria com a G.R.E.S São Clemente. O trabalho do dançarino e coreógrafo Carlos Bolacha hoje é reconhecido internacionalmente e o que melhor representa a gafieira tradicional e suas raízes, com um misto de malandragem e charme. Acrescentando ideias arrojadas a garra e experiência dos dançarinos, apresentam um verdadeiro show de tradições cariocas e efeitos visuais.

CIA DOM

A CIA DOM surgiu como um grupo de amigos do morro do Cantagalo – Rio de janeiro. Sempre vivenciaram o samba e através dele perceberam mudanças e escolhas importantes em suas vidas. Hoje com dezesseis integrantes, a Cia acredita na dança como oportunidade de transformações sócio-culturais e na capacidade que ela tem de romper as fronteiras do preconceito e da discriminação, onde o samba deve ser uma linguagem de acesso à todos, porque fala de compreensão, união e superação, independente de classe e etnia, de sambar ou não sambar, pois acredita que em cada pessoa, em sua essência, existe um DOM a ser revelado.

Diogo Carvalho e Bruna Estellita

Dançarinos de salão há quatorze anos. Já trabalharam com diversos nomes da dança e do teatro musical. Entre os trabalhos mais expressivo dos quais participaram, estão os espetáculos Entretangos, da Cia. Nuevos Aires, Tango Portenho, da Cia. Carioca de Dança, e Gaffe, do coreógrafo João Carlos Ramos. Atualmente são diretores da Sunset Dance Company, que esteve em turnê pela Europa com um show de danças brasileiras. O casal tem formação em balé clássico e desenvolve uma pesquisa de dança contemporânea aplicada à dança de salão.

Dias 15 e 16

Espetáculo Gaffe – Cia Aérea de Dança

Cia Aérea de Dança

Em 1985 iniciava-se no Circo Voador no Rio de Janeiro, o projeto das Cias Aéreas: Cia Aérea de Canto Coral, Cia Aérea de Teatro e Cia Aérea de Dança. O intuito era difundir para um maior e mais diversificado público, segmentos da cultura que geralmente ficam restritos a teatros e espaços mais elitizados. Estas “Cias” se apresentaram durante alguns anos exclusivamente em eventos do Circo Voador, não só no Rio, mas viajando pelo interior do País. Das “Cias”, a Cia Aérea de Dança, liderada por João Carlos Ramos, ganhou vida própria, saindo do Circo Voador e criando em 1990 sua sede própria. Baseando-se na técnica da dança contemporânea e com os olhos voltados para tudo que seja genuinamente popular, a Cia Aérea de Dança encontrou seu caminho, o seu espaço e, mais do que isto, o seu compromisso com a cultura brasileira. A Cia vem desenvolvendo um trabalho sempre voltado para a pesquisa e criação de uma arte cujas raízes se encontram na história, nos modos e no gosto popular do carioca e do brasileiro em geral.

Espetáculo: Gaffe – Um exercício sobre a dança de salão carioca.
Tendo como temática a dança de salão, o espetáculo propõe um diálogo entre o espírito tradicional da dança de salão carioca e a criação coreográfica, e é constituído de coreografias pertencentes aos espetáculos “Mistura e Manda” e “O Bolero” da Cia Aérea de Dança.

“Mistura e Manda” do ano de 1992, está na base do repertório da companhia, que já se apresentou em diversos eventos internacionais, sempre incluindo alguns quadros deste espetáculo, como ocorreu no Ano do Brasil na França em 2005, e encontra a razão de sua longevidade no trabalho contínuo de João Carlos Ramos, coreógrafo e diretor da companhia, que revisita constantemente a peça, desenvolvendo versões atualizadas.

“O Bolero” do ano de 2000 é encenado por um numeroso elenco montado a partir dos bailarinos da Cia e dançarinos frequentadores de bailes e academias do Rio de Janeiro. A coreografia se destaca pelo confronto do Bolero da gafieira com a obra sinfônica “Bolero” de Maurice Ravel.



Ficha técnica:

Direção e Coreografia: João Carlos Ramos
Assistente de direção: Lis de Paula
Assistente de Produção: Carol Marques
Iluminação: Gil Santos
Musicas: Paulo Moura, Rodrigo Lessa, Eduardo Neves, Roberto Marques e Maurice Ravel.