Funarte apresenta
De 6 de agosto a 30 de novembro - Ocupação do Teatro Cacilda Becker

Vitrine Contemporânea

Nesta semana será exibida uma vitrine, com a participação de 9 companhias convidadas, que mostrarão seus trabalhos para o público e para Anitha Mathieu,do Rencontres Choregraphiques Internationales de Seine Saint Denis, França.

Dia 24/09, quarta, às 20h

Staccato Cia de Dança| Paulo Caldas – Rio de Janeiro e Fortaleza, Brasil

duo

Quinteto (Duo # 3)

O Duo #3 é parte integrante do espetáculo Quinteto, da Staccato|Paulo Caldas. , diferentemente de obras anteriores do coreógrafo, não se remete a nada exterior aos acontecimentos da cena de dança: nenhum investimento em elementos das artes plásticas ou do cinema (que tanto marcam o percurso do coreógrafo), nenhuma narrativa insinuada, nenhum tema senão o corpo e o movimento. Trata-se de um trabalho de composição artesanal, rico em pequenos jogos de tempo e espaço.
Quinteto tem por objeto o corpo: suas velocidades, lentidões, detenções e deformações. É o corpo em movimento, sua dramaturgia, que produz os vetores do espaço, as tensões no tempo e a arquitetura da cena.

Duo #3 is part of the perfomance Quinteto by Staccato|Paulo Caldas. As opposed to previous works by the choreographer, there is no reference to things happening outside the dance scene: no investments in elements from visual arts (that have been such a big part of the choreographer’s journey), no insinuated narrative, no themes other than the body and movement. It is a handmade composition rich in little games of time and space.

Quinteto has the body as an object: its speed, slowness, arrests and deformations. The body in movement, its drama that produces the vectors of space, the tensions in time and the architecture of the scene.

FICHA TÉCNICA/CREDITS:
Direção/Coreografia/Direction and Choreography…………………….. Paulo Caldas
Bailarinos/Dancers …………………………………….. Renata Versiani e and Toni Rodrigues
Pesquisa de movimento/ Movement research ………………… João Paulo Gross e and Toni Rodrigues
Iluminação/Lighting design……………… Renato Machado
Trilha sonora/Soundtrack……………….. Paulo Caldas
Músicas/Music……………………………… Erkki-Sven Tuur
Figurinos/Costumes……………………… Ticiana Passos

Grafismos: Variação 2 (duo)

Grafismos: Variações são breves obras coreográficas compostas como inserções para uma instalação criada em 2010. Cada uma delas utiliza as restrições do espaço e dos elementos de composição como uma estratégia através da qual os bailarinos desdobram novos modos de mover a partir de suas próprias diferenças e práticas corporais.

FICHA TÉCNICA/CREDITS:
Direção/Coreografia/Direction and Choreography…………………….. Paulo Caldas
Bailarinos/Criação de Movimento/Dancers/Movement Creation
…………………………………….. Natasha Mesquita e and Toni Rodrigues
Assistente de coreografia/ Choreographic Assistent ………………… Letícia Ramos
Iluminação/Lighting design……………… Renato Machado
Múcica/Music……………….. Chris Lancaster

Lavínia Bizzotto e Rodrigo Vieira, Rio de Janeiro

 

metie

“METIÊ”

Duo que surgiu do encontro entre Lavinia e Rodrigo em uma residência artística no Complexo do Alemão – 2014 Rio de Janeiro com 11 dançarinos de Funk, o Passinho. Para a composição coreográfica Rodrigo explora movimentos e ritmos brasileiros, como frevo, samba, funk carioca e capoeira.

Direção e Coreografia: Rodrigo Vieira
Interpretação: Lavinia Bizzotto e Rodrigo Vieira
Música Rodrigo: Vieira
Realização e Produção: Lafigueira

sem

“Sem título”

Sem título surgiu do desejo de discutir como a dramaturgia em dança é afetada quando o intérprete segue uma partitura de movimento construída pelo coreógrafo, mas tem a liberdade de decidir a sua própria encenação.

Vanessa Macedo criou o mesmo solo para três intérpretes com trajetórias e experiências artísticas diversas e pediu que eles fizessem suas opções de trilha, figurino, luz e utilização ou não de objetos cênicos, sem abrir mão da movimentação criada. O solo da artista Lavinia Bizzotto foi fruto desse projeto.

O ambiente que constrói é de uma potência feminina que revela vigor e fragilidade. Um corpo em estado de implosão, que parece não ter domínio sobre si. Um ambiente habitado por desejos e medos que sugere a ausência do outro, e de si mesmo.

FICHA TÉCNICA
Intérprete criadora: Lavinia Bizzotto
Concepção, coreografia e direção: Vanessa Macedo
Assistência de Coreografia: Maitê Molnar
Pesquisa: Angela Nolf, Lavinia Bizzotto, Rberto Alencar e Cia. Fragmento de Dança
Fotos: Inês Corrêa
Luz: Sandro Borelli
Figurino: Daíse Neves
Seleção de músicas: Chico Rosa, Fábio Jota e Lavinia Bizzotto

Dia 25/09, quinta, às 20h

Cia Mov_Ola

OroborO

OroborO

Espetáculo liga a infância à velhice através da dança Oroboro, palavra de origem grega, cujo símbolo é representado por uma serpente que morde a própria cauda, revela uma imagem cíclica, sem começo ou fim. O trabalho trata da infância e da velhice, dois lugares distantes e, ao mesmo tempo, próximos. “As crianças e os idosos têm características parecidas e na nossa sociedade ‘adulta’ são tratadas como faixas à margem. Não tentei dramatizar, mas tratar esses estados como algo próximo um do outro”, revela Alex Soares.

A trilha de Oroboro é do contrabaixista Célio Barros, que procura evocar, por meio da música, lembranças escondidas. Segundo Alex Soares “Alguns estudos científicos indicam que a música está associada às memórias mais vívidas de uma pessoa. Essa área do cérebro parece servir de centro que liga música conhecida, memórias e emoções”. É isso o que OroborO faz: resgata as mais diversas emoções em cada um. Uma interação entre som e silêncio. Pausa e movimento. Palco e plateia.

Ficha técnica do espetáculo
Coreografia: Oroboro
Coreógrafia e direção: Alex Soares
Preparadora de elenco: Paula Zonzini
Elenco: Paula Sousa, Natacha Takahashi, Caroline Zitto, Ícaro Freire, Samuel Kavalerski e Adilson Junior.
Trilha sonora: Célio Barros
Figurino | Fotografia: Cassiano Grandi
Cenário: Múltiplo
Desenho de Luz: Rossana Boccia e Alex Soares
Operação de Som: Natalia Yuke
Produção: Marolo Produções

ESTE PROJETO FOI CONTEMPLADO PELO PRÊMIO FUNARTE DE DANÇA KLAUSS VIANNA/2013

 

retratos

Retratos – Solo de Carolina Cony, sob a direção de Cristina Moura, se inspira na obra da artista americana Cindy Sherman.

A obra da artista americana Cindy Sherman – que se auto-fotografa personificando personagens fictícias em diversas situações – é o ponto de partida do solo de dança-teatro Retratos, que a bailarina Carolina Cony estreou, sob a direção de Cristina Moura, em julho na Sede das Cias, no Rio. “As personagens de Cindy Sherman são clicadas em situações dramáticas ou cotidianas, capturando e subvertendo instantes de suas vidas inventadas. São mulheres abandonadas, jovens esperançosas, divas atormentadas, que nos afetam pelas imagens impactantes e sedutoras”, pontua Carolina Cony, que já integrou a Intrépida Trupe e fundou com outros parceiros o Coletivo Circo Strada.

O encontro criativo entre Carol Cony e Cristina Moura resulta num espetáculo potente que transita entre linguagens. A diretora que tem estado em cartaz no Rio de Janeiro com espetáculos instigantes, como “O menino que vendia palavras”, “Philodendrus, uma conferência imaginária”, entre outros, conduz de maneira delicada os percursos propostos pela intérprete, que se contamina e se arrisca nesse jogo cênico e coreográfico proposto pela direção.

Com trilha original e direção musical de Domenico Lancellotti, Retratos apresenta passado, presente e futuro das mulheres de Cindy e Carol Cony. A iluminação de Paulo Cesar Medeiros e figurinos e cenário de Raquel Theo completam a instalação contemporânea.

Retratos é um passeio entre os possíveis passados, presentes e futuros das mulheres criadas virtualmente. Em cena, diversas trocas de figurinos se unem a uma vigorosa partitura coreográfica para evocar a atmosfera em torno das personagens. “Retratos convida o espectador a um passeio imagético e imaginativo, onde o corpo da intérprete é o guia entre o humor, memória, drama, paixão e tragédia”, pontua a diretora Cristina Moura. “O trabalho de Cindy Sherman me inspira em vários sentidos. Ela uniu duas linguagens que me afetam e me instigam como artista. Sempre gostei de me fotografar. Experimentava diferentes ângulos, poses, cabelos, etc. A fotografia é uma linguagem que me acompanha quando estou só, e com ela me reinvento. É uma grande companheira”, completa.

FICHA TÉCNICA
Idealização e interpretação: Carolina Cony | Direção: Cristina Moura | Criação e Dramaturgia: Carolina Cony e Cristina Moura | Iluminação: Paulo César Medeiros | Direção Musical e Música Original: Domenico Lancellotti | Figurinos e Cenografia: Raquel Theo | Fotos: Renato Mangolin | Vídeos: Carolina Cony | Design gráfico: Marcus Moraes | Direção de Produção: Cida de Souza

Dia 26/09, sexta, às 20h

Cia Híbrida

moto

Moto Sensível

Nesta segunda parte da trilogia iniciada com o espetáculo Estéreos Tipos, que tem como tema “Hip Hop e Fragilidade”, três pontos formaram e aprofundaram a base da pesquisa para a cena. O uso do gesto na cultura Hip Hop; a repetição como base para transformação/ corrupção de certos signos; a busca por outras formas de composição coreográfica para esta linguagem.

Além, uma inquietação: como utilizar estes pontos para aguçar a percepção do espectador, oferecendo outros ângulos de visão, sugerindo sensações, e quem sabe, provocando outros estados naquele que vê/interfere com o olhar.

Através de processo colaborativo, da mescla de impressões e histórias dos próprios intérpretes às composições de movimento, esta obra também se pretende uma lente de aumento direcionada ao dançarino de rua, na beleza de sua movimentação, na força e energia de um corpo vigoroso e “sem limites”.
A repetição que busca a subversão, a transformação que busca aproximação, uma construção que busca atingir o espectador em outros sentidos, são questões que interferem nesta obra. Na sua essência, porém, permanecem e se aprofundam as discussões sobre mercado, cultura e filosofia no Hip Hop, apontadas no primeiro trabalho.

Ficha técnica:
Concepção e direção: Renato Cruz
Assistente de direção, preparação corporal: Aline Teixeira
Produção Executiva: Steffi Vigio
Intérpretes: Jefte Francisco, Raphael Lima (Russo), Luciana Monnerat, Luciano Mendes (Duly Omega), Daniel Oliveira, Fábio Max, Marjory Lopes, Mailson Morais, Paulo Augusto
Colaboração: Marise Reis e Paulo Azevedo
Iluminação: Gil Santos
Trilha Sonora: Leonardo Miranda
Cenografia: Thiago Christensen
Fotografia: Rodrigo Buas
Design Gráfico: Isabela Schubert

 

904

904 Krump Movement

Com: EXPERIMENTO

Intérpretes coreógrafos Bárbara Lima e Bruno Duarte.

Dia 27/09, Sábado, às 20h

laso

Laso Cia de Dança

O novo espetáculo da Cia Laso parte do conceito, Estética do Corpo. O espetáculo será baseado nos processos de experiências corporais que resultam em arte, o corpo como via de acesso à criatividade poética e o fazer artístico.

Cada tipo contém sua identidade corporal: erótico, sexual, sensual, vulgar, repulsivo, contemplativo, manipulado, articulável são alguns dos corpos revelados pela Arte. A representação do corpo, ou a sua imagem, sempre tem algo de nós mesmos ou do outro.

Com dinâmica de movimento peculiar, a cia mostrara neste novo espetáculo uma personalidade própria do corpo atual, a experiência estética do corpo e qual a imagem temos deste corpo, e como nos relacionamos com o outro diante de algumas situações inesperadas. A Arte cobriu e revelou o corpo, vestiu-o e despiu-o, encheu-o de significados e o esvaziou. O tema Corpo sempre aparece e não se esgota: o corpo do outro, o corpo do artista, o corpo transformado em técnicas pictóricas, o corpo repulsivo, o corpo desejado, o corpo que deseja, que rejeita, o corpo doente, o corpo morto e até o corpo ausente.

“(…) O que eu sinto, o que aprendo, o que memorizo, todas as sensações, percepções e representações interferem nas imagens de meu corpo. Podemos conceber que todas as formas de representar o corpo, para nós e sob olhar do Outro, traduzem nossa maneira de ser no mundo, como se o corpo não fosse nada sem o sujeito que o habita (…)”

Henry Pierre Jeudy

Ficha Técnica “Poéticas do Corpo ” :
Direção / Coreografia : Carlos Laerte
Bailarinos :
Loisiane Reis
Thatila Paganotti
Kelly Anacleto
Douglas Lopes
Raphael Rodrigues
Trilha sonora : Ciro Kastrup / Dj Marcão / Carlos Laerte
Produção : Vivianne Frazão
Figurino : Valéria Oliveira


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Samba-Dança Gafieira e coisa e tal…

Tendo como temática a dança de salão, este exercício propõe um diálogo entre o espírito tradicional desta vertente da dança e a criação coreográfica. Passeando pelas origens da gafieira carioca e buscando a sua atualidade, este exercício é dedicado à criação de uma estética própria na dança a dois.

Direção e coreografia: João Carlos Ramos
Interpretes: João Carlos Ramos e Paula Souza
Musicas: Astor Piazzolla, Simon Jeffes, Zeca Pagodinho e Sergio Mendes

Dia 28/09, Domingo, às 19h

Grupo Tápias – Rio de Janeiro, Brasil e Paris, França

abelha
Casa de Abelha

…um fio de silêncio costurando o tempo…

“A miçanga todos veem. Mas ninguém nota o fio que, em colar vistoso, vai compondo as miçangas. Não por acaso, a maioria dos contos do fio das miçangas adentra, com fina sensibilidade, o universo feminino, dando voz e tessitura a almas condenadas à não existência, ao esquecimento.
É a esse campo que se refere a fala. A fala é um estímulo predisposto a qualquer movimento imprevisível da alma e está no fundo desse campo, para onde tende a formação de linhas de fuga e a transformação da própria paisagem. A alma está no lugar do infinito e o infinito não é lugar nenhum, é um “movimento para” algum lugar.

…a thread of silence stitching time…

“Everyone sees the beads. But nobody notices the thread that arranges the beads of a beautiful necklace. Not by chance, most bead thread tales enter the female universe with fine sensitivity giving a voice and tessitura to souls condemed to non-existence, to be forgotten.
Talk refers to this field. Talk is a stimulation predisposed to any unpredictable movement of the soul and it is at the depth of this field where lines of escape are created and where landscape itself is transformed. The soul is in infinity and infinity is nowhere. It is a “movement to” some place.

FICHA TÉCNICA/CREDITS
Concepção e Coreografia/ Conception and Choreography……….. Flávia Tápias
Interprete/Peformer ……………………………….. Flávia Tápias
Desenho de luz/ Lighting design ………………….Dani Sanchez
Música/Music ………………………………….. Beto Serrador / Gilberto Gil / Rodrigo Maranhão
Cenografia/Set design …………………………….. POLLO Design | Milão Milan
Produção/Production……………………………….. CDPDRJ e and Rosane Alves
CoProdução/Coproduction……………………….. Festival INTERPLAY 2012
Apoio/Support…. ……………………………………. Bocciofila Piemonte

Abundância

Composição coreográfica em quatro movimentos em torno dos excessos da vida moderna, criado “a seis pés” pela brasileira Flávia Tápias e os espanhóis Damian Muñoz e Virginia, da companhia La Intrusa, de Barcelona, e dançado por Flávia Tápias, Toni Rodrigues, Gaétan Jamard e Marie Urvoy.

 

toomuch

TOO MUCH – Abundância #1
No primeiro movimento, o duo Too Much aborda o impasse do homem moderno diante do volume de informações e demandas: deixar-se engolir ou passar ao largo?

abunda

CORPO ESTRANGEIRO – Abundância #4
Enquanto o solo-instalação final, Corpo Estrangeiro, fala de um corpo distante de sua terra natal através da contraposição entre o acontece em cena aberta e de imagens projetadas em vídeo.

FICHA TÉCNICA
Concepção – Flávia Tápias
Coreografia – Flávia Tápias, Damian Muñoz e Virginia Garcias
Produção – CDPD-RJ
Contato internacional – Thomas Degas
Desenho de Luz – Daniela Sanchez
Sonoplastia – Marcio Schwartz
Fotografias – Garance Maillet e Clarissa Baumann
Vídeo – Luciana Ponso e Mauro Kury.
Intérpretes – Flávia Tápias, Antonio Rodrigues, Gaétan Jamard e Marie Urvoy
Anjo – Alexandre Bado.

 

pombos

“O princípio da casa dos pombos”

“O princípio da casa dos pombos” pesquisa elementos do contorcionismo com movimentos de dança, explorando cenicamente algumas ideias que emergem do ato de se contorcer. O caracol que passa lentamente sobre as coisas, se molda e incorpora tudo para prosseguir, com seu corpo flexível. E carrega uma espiral em suas costas. Uma trepadeira, uma erva daninha, uma ideia se formando. Algo que se alimenta de si próprio, no mesmo instante em que se faz. O máximo de matéria no mínimo de extensão. Multiplicar o corpo através da divisão, sem aumentar de tamanho, como na mitose: nome que se dá à divisão da célula viva mantendo o mesmo número de cromossomos. Não é a metade, é o dobro. Infinitamente para dentro.

Direção | Alice Ripoll
Criação e Interpretação | Camila Moura
Direção de Produção | Carolina Goulart
Cenário e Figurino | Raquel Theo
Trilha Sonora | Daniel Castanheira
Iluminação | Andrea Capella
Preparação Corporal | Julio Nascimento
Preparação Corporal Yoga Aéreo | Cláudio Fernandez
Programação Visual | Roberto Unterladstaetter
Fotografia | Renato Mangolin
Vídeo| Renato de Paula
Assessoria de Imprensa | Mônica Riani